Estuda aquilo que acontece entre o adulto e o ambiente que ele cria.
Luciana Joana é investigadora integrada no Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Universidade do Porto e professora no ensino superior. É doutorada em Ciências da Educação com especialização em Administração Educacional.
A sua investigação centra-se na articulação entre o desenvolvimento profissional dos adultos, o clima educativo, a liderança pedagógica e práticas educativas mais humanas e conscientes. Colabora desde 2017 com a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior e integra atualmente o Serviço de Apoio à Melhoria das Escolas da Universidade Católica Portuguesa, no acompanhamento de agrupamentos TEIP e no trabalho direto com equipas de direção e docentes.
Publicação científica: 12 artigos em revistas indexadas, 1 livro, 5 capítulos e Policy Brief.
Durante anos, começou a tornar-se impossível ignorar um padrão. A maioria dos adultos que educam sabe exatamente aquilo que gostaria de fazer de forma diferente. Sabe que não quer gritar, que não quer reagir impulsivamente e que não quer transformar tensão em confronto, mas, mesmo assim, no momento real, continua a fazê-lo.
Mas porque existe uma diferença profunda entre compreender uma ideia intelectualmente e conseguir sustentá-la sob pressão.
Foi dessa pergunta que nasceu o Método LEE. Ao longo dos anos, essa procura transformou-se numa investigação prática e académica sobre regulação emocional, liderança educativa e ambientes relacionais, até ganhar a estrutura que hoje sustenta o método.
Nenhuma mudança educativa sustentável acontece sem a transformação emocional do adulto que educa.
Ao longo dos anos, tornou-se claro que muitas das dificuldades presentes nas escolas não nascem apenas da falta de estratégias, conhecimento ou intenção. Nascem da dificuldade humana em sustentar presença, clareza e estabilidade precisamente nos momentos em que o ambiente mais oscila.
O Método LEE nasce dessa procura: compreender porque é que adultos competentes continuam a reagir de formas que não representam aquilo que verdadeiramente valorizam — e construir caminhos concretos para transformar essa relação.